Em rodada de reuniões, Paulo Câmara ouve prefeitos do Agreste

Assessoria de Comunicação da Amupe


A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizou na tarde de hoje, 10/06, mais uma reunião por videoconferência de prefeitos com o governador Paulo Câmara, desta vez participaram os gestores da Macrorregião 2, que compreende quase toda a região do Agreste, gerências de saúde IV, em Caruaru e V, em Garanhus. Esta é a segunda reunião que a Associação promove entre os executivos estadual e municipal, a fim de debater a regionalização do plano de convivência com o coronavírus. Cerca de 40 prefeitos estiveram presentes

No início da reunião, o governador Paulo Câmara destacou a importância do diálogo. “Desde o início desse processo tivemos cuidados em tomar medidas baseada no números, na nossa capacidade de atendimento, de salvar vidas. O nosso plano foi pensado em etapas, que, se os números forem diminuindo, toda a semana terão revisões. O momento é de ouvi-los, para entendermos a situação de cada região.

Ainda não está consolidada a estabilidade da curva da doença na região Agreste. De acordo com dados do governo, a curva de procura de leitos de UTI’s é crescente. Segundo o secretário de Saúde, André Longo, “o Estado está trabalhando para aumentar a capacidade instalada dos hospitais da Macrorregião 2, para combater a doença.  Ainda é preciso ter cautela, principalmente em dar novos passos no que é relativo à retomada das atividades econômicas”, frisou.  

O prefeito de Cachoeirinha, Ivaldo de Almeida, relatou a dificuldade que o município está enfrentando para conter as aglomerações em filas de banco e a abertura de comércios não essenciais em meia-porta. Segundo ele, “é um momento que a gente não sabe o que fazer. As pessoas precisam trabalhar, ganhar seu dinheiro, mas não podemos aumentar a curva de contágio”. Mesma preocupação enfrentada pelo prefeito Edson Vieira, de Santa Cruz do Capibaribe, um dos principais polos têxteis do Brasil.

Os prefeitos Joãozinho Tenório, de São Joaquim do Monte, e Mário Mota, de Riacho das Almas, se mostraram contra a abertura do comércio tendo em vista a situação atual. “Nós crescemos em 20 o número de casos em 9 dias de junho, no momento, infelizmente, não dá pra sair abrindo o comércio. Cerca de 85% dos comércios de São Bento do Una estão funcionando, pois pertencem à serviços considerados essenciais, contou a prefeita de São Bento do Una, Débora Almeida.

O gestor de Garanhuns, Izaias Régis, se mostrou preocupado com a situação causada pela pandemia do coronavírus e sugeriu ao governador uma espécie de rodízio de trabalhadores quando as atividades voltarem seguindo as definições do Governo do Estado. “Se a loja tiver 10 trabalhadores, cinco trabalham pela manhã e pela tarde vão pra casa, e os outros cinco assumem o expediente”, enfatizou o prefeito.

Segundo o governador Paulo Câmara, “o governo ainda não tem uma posição fechada, evidentemente as condições sanitárias se sobressaem as questões econômicas, nesse contexto. Até amanhã pela manhã temos que tomar uma decisão sobre a questões do Agreste. Vou sentar com o secretariado para termos uma resposta nas próximas. Como os números mostram, a nossa preocupação está em não ter uma tendência de decréscimo da curva”, salientou.

O presidente da Amupe e prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota afirmou que fica muito difícil elaborar um plano que leve em consideração cada particularidade de cada município. “Nós decidimos fazer o recorte baseado nas quatro macrorregiões de saúde e o Estado atendeu prontamente a nossa solicitação. A pressão é muito grande em cima de cada prefeito, a situação é dinâmica e não podemos tocar decisões precipitadas. Temos que analisar os números e se eles forem favoráveis a nossa situação, a situação será retomada de forma gradual,” concluiu Patriota.

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