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Governadora de Pernambuco faz apelo por responsabilidade fiscal e reforma tributária em evento


Nesta segunda-feira, 3, a ex-prefeita de Caruaru e atual governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), esteve na capital paulista para participar de uma palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A primeira mulher eleita para governar o Estado nordestino quer recuperar a economia e a qualidade de vida da população com equilíbrio fiscal e trazendo investimentos públicos. Em meio a pressões contrárias à reforma tributária, a mandatária disse que seu esforço é para que ela aconteça e enxerga no novo arcabouço fiscal a possibilidade de ampliação de novas janelas de investimentos: “Claro que o pacto federativo é outra reforma que precisa ser feita e a reforma política, mas a primeira delas que está conseguindo se posicionar agora de fato é a reforma tributária. Que ela possa servir para equilibrar os vários desenvolvimentos regionais das diversas regiões que nós temos e simplificar tributos (…) Simplificação tributária, segurança jurídica e previsibilidade são fundamentais para o nosso país se reposicionar e o Nordeste brasileiro também”.

Segundo Lyra, o primeiro passo da sua gestão é eliminar desperdícios e dar início a uma fase de enxugamento da máquina pública: “O nosso desafio é reposicionar Pernambuco no Nordeste brasileiro e voltar a ser referência para o Brasil. Hoje, nós estamos de cabeça para baixo. Estamos na lista final de todos os rankings imaginados pelos senhores (…) Nosso grande desafio é abrir as portas para as novas gerações”. Acompanhada da vice-governadora Priscila Krause, Raquel foi recebida por membros do conselho político e social da ACSP para falar sobre as prioridades de sua gestão. O Estado de Pernambuco está entre os três que menos realizou investimentos públicos nos últimos oito anos e vive hoje o momento mais desafiador de sua história recente.

“O esforço nosso é organizar as finanças para garantir investimentos e recursos próprios e alavancar a capacidade de captação de recursos externos do governo federal, empréstimos e parcerias público-privadas (…) Sair dessa história de preconceito sobre as parcerias e concessões, que precisam ser feitas, considerando a escassez de recursos que os orçamentos públicos têm e olhando o retrato de Pernambuco”, declarou. Raquel Lyra foi eleita no 2º turno das eleições de 2022 com um discurso de mudança. Para isso, ela aposta em um ambiente nacional favorável. Durante a disputa eleitoral, a atual governadora não declarou apoio a nenhum candidato à presidência da República, mas agora diz que o momento pede abertura ao governo federal e a retomada dessa parceria, a fim de conseguir os investimentos necessários para superar a crise no Estado: “A nossa visão é de Pernambuco líder no Nordeste e referência para o Brasil. É esse o legado que a gente quer deixar depois do nosso mandato. Não é solução simples para um problema complexo. Não me venham com ‘bala de prata’, porque elas não existem. O que existe é a necessidade de enxergar o problema de todas as suas perspectivas, parti-lo, resolvê-lo e diálogo e união para superar os momentos de grandes desafios”.

Sobre o tema da polarização, a vice-governadora disse que o trabalho do centro democrático é justamente defendê-lo a ponto de criar um consenso político e fortalecer a democracia: “Se posicionar pelo consenso é uma posição também (…) A polarização é muito boa para responder algoritmos, mas ela é péssima para resolver o problema real da vida das pessoas. A partir daí, construir consensos verdadeiros e políticas verdadeiras em torno de um país que a gente quer para o futuro, com a democracia fortalecida”. Lyra reforçou também o comprometimento com o desenvolvimento da Educação no Estado: “Faremos o maior investimento em educação de Pernambuco. Mas nós vamos enxergar a criança desde pequena, na creche. Porque se ela sai lendo da creche, ela é uma criança que consegue se desenvolver, fazer o fundamental 1 e 2 e não largar a escola”. Ainda durante o evento, a governadora falou sobre o acordo de gestão compartilhada do arquipélago de Fernando de Noronha entre a União e o governo estadual. De acordo com a governadora, a ideia é fazer da ilha um grande cartão postal para atrair novos turistas ao Brasil e a Pernambuco.

Fonte: Jovem Pan

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