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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

EUA e Cuba fazem acordo histórico para retomar relações diplomáticas

Do G1.




   Depois de meio século, Estados Unidos e Cuba anunciaram o reatamento de relações diplomáticas, que deve abrir caminho também para a suspensão do embargo nas relações comerciais entre os dois países.

   O Papa Francisco foi importante na negociação, mas o presidente Obama disse que submeter Cuba ao isolamento não funcionou.

   Barack Obama destacou que a barreira ideológica e econômica entre os dois países, desde 1961, não faz mais sentido. Ele destacou que a mudança não é fácil, mas estava na hora de ser feita.

   Em Cuba, Raúl Castro destacou que o embargo econômico continua e que há muito trabalho a ser feito, porque as diferenças entre os dois países são profundas. Mas um grande passo foi dado na quarta-feira (17/12) e o mundo inteiro reconheceu isso, apesar da surpresa.

EUA x CUBA


   Ninguém esperava o anúncio simultâneo de Obama e Castro sobre um assunto que estava em banho-maria há tempo. Nessa quarta (17/12), os cubanos libertaram o americano Alan Gross, detido há mais de 20 anos, e os Estados Unidos, em troca, soltaram três cubanos condenados por espionagem.

   A boa nova foi celebrada pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban ki-Moon e também por líderes de vários outros países. Quem não se surpreendeu com o anúncio foi o Canadá.

   O primeiro-ministro Stephen Harper trabalhava em um acordo entre cubanos e americanos há um ano e meio. Outra peça importante foi o Papa Francisco, que trocou mensagens com os presidentes de Cuba e dos Estados Unidos e o Vaticano foi sede de um encontro de emissários dos dois países.

   O papa foi um dos primeiros a comemorar a reaproximação entre cubanos e americanos, e se disse feliz pelo anúncio ser no dia do aniversário dele. Teve até tango no Vaticano para comemorar os 78 anos do pontífice.

   Festa também em Miami, onde vive uma enorme comunidade cubana. Teve carreata comemorando, principalmente, as novas medidas que permitem o envio de mais dinheiro para a ilha a expansão de relações comerciais.

   Mas não faltaram manifestações contrárias. Grupos de cubanos protestaram, afirmando que Obama está prestigiando o governo dos irmãos Castro, e lembraram que Cuba ainda está na lista de países que estimulam o terrorismo, fato que Obama pretende anular.

   A blogueira cubana dissidente Yoany Sanchez disse que o castrismo venceu, e que os totalitarismos sempre conseguem se impor às democracias.

   O senador pela Flórida Marco Rubio não poupou críticas à aproximação com Cuba. O congressista republicano disse que foi uma concessão grande demais para um tirano.

E AGORA?


   Como Obama pretende vencer resistência ainda forte no Congresso a suspender o velhíssimo embargo a Cuba? Esse agora é o desafio de Barack Obama. Ele disse que vai falar com congressistas e que não vê problema em lidar com a maioria republicana.

   O fim do embargo é uma aposta do presidente para diminuir ainda mais a histórica vantagem dos republicanos junto à comunidade cubana. Os filhos e netos dos dissidentes que deixaram a ilha já são, em sua maioria, democratas.

   E o eleitorado latino, especialmente o da Flórida, um dos maiores colégios eleitorais do país, tem força para decidir as próximas eleições presidenciais.




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