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domingo, 2 de agosto de 2015

Três presos escapam de presídio no Recife por buraco cavado sob muro




Do G1 PE
Buraco foi aberto debaixo da muralha do presídio Frei Damião de Bozzano (Foto: Reprodução / WhatsApp)
Buraco foi aberto debaixo da muralha do presídio
Frei Damião de Bozzano (Foto: Reprodução / WhatsApp / G1)





  Três detentos fugiram por um buraco sob a muralha do presídio Frei Damião de Bozzano (PFDB) no final da manhã de hoje (02/08). O prédio faz parte do Complexo do Curado, na Zona Oeste do Recife. Eles fugiram por volta das 11h e a Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres) informou que um deles foi recapturado pela Polícia Militar. Ainda não há informações sobre o paradeiro dos outros dois detentos.

   Essa é a terceira fuga registrada no complexo de presídios em menos de dez dias. Na última segunda (27/07), dois detentos fugiram por um outro buraco aberto na muralha do Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (PJALLB). No sábado (25/07), outros dois fugiram do presídio Frei Damião de Bozzano (PFDB), pulando o muro da unidade.

   A Polícia Militar instaurou um procedimento para apurar o fato e a Secretaria determinou à Superintendência de Segurança Prisional e à direção da unidade a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para investigar as circunstâncias do ocorrido.

   O complexo de presídios vem enfrentando outras dificuldades. Na terça-feira (21/07), um incêndio atingiu o pavilhão A do Presídio Agente de Segurança Penitenciário Marcelo Francisco de Araújo (Pamfa), com os presos passando a noite na igreja da unidade, enquanto o pavilhão era recuperado. Em março deste ano, três detentos haviam fugido do PFDB, usando uma corda feita com lençóis, conhecida popularmente como "tereza".



Problemas antigos


   O Complexo do Curado (antigo Aníbal Bruno), na Zona Oeste da capital, foi denunciado à Comissão Internacional de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), em 2011. Desde então, instituições em defesa dos direitos humanos contabilizaram mais de 265 denúncias de atos violentos no conjunto de presídios – o maior do estado.

   Em janeiro, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), declarou estado de emergência no sistema penitenciário e determinou intervenção do Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga, que está com as obras paradas há cerca de um ano e meio.

   No início do ano, o Complexo do Curado, maior de Pernambuco, registrou uma rebelião que durou três dias, deixando o saldo de três mortos e dezenas de feridos. Um sargento da PM foi assassinado durante o motim e um dos detentos foi decapitado. Os três presídios do Curado têm capacidade para 1.800 presos, mas atualmente abrigam 7.000.

   Um mutirão de defensores públicos foi convocado em fevereiro deste ano para agilizar o atendimento dos cerca de 7 mil detentos. Ao todo, 48 defensores participam da força-tarefa, sendo oito de Pernambuco e os outros vindos de diversos estados brasileiros.

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