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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Estudantes aprendem a preservar patrimônio histórico e cultural a partir de achados arqueológicos encontrados pela Compesa

Trabalho de educação patrimonial faz parte do projeto Olinda+Água e envolve escolas municipais e particulares

Imprensa Compesa


   O estudante pode ter a curiosidade ainda mais aguçada se aprender com o auxílio de novos elementos, como artefatos arqueológicos, que testemunham o que aconteceu no passado. Essa é uma das propostas da educação patrimonial, trabalho que a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está levando para seis escolas municipais e particulares de Olinda, que ficam localizadas no perímetro do Sítio Histórico, área que está recebendo as obras de melhoria do abastecimento de água por meio do projeto Olinda+Água. As ações de educação patrimonial são realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Olinda, e propõem a conscientização, com a perspectiva pedagógica, de valorização do patrimônio cultural, arqueológico e histórico por parte da população, estimulando sua preservação e também das memórias coletivas.

   O trabalho de educação patrimonial começou a ser realizado, nesta semana, na Academia Santa Gertrudes, no Alto da Sé, e já foi feito na Escola Municipal Dom João Crisóstomo, no Monte, Maria da Glória Advíncula, no Guadalupe, e na Escola Municipal Santa Tereza, que fica no bairro de Santa Tereza. Neste último colégio, participaram 340 alunos, de 4 a 12 anos. “Para as crianças, essa foi uma grande oportunidade para ver de perto um achado arqueológico. Foi um diferencial que despertou não só o interesse deles em saber um pouco mais sobre a história da nossa cidade, como também o prazer em participar das atividades”, observou Adriana Barbosa, coordenadora pedagógica da Escola Santa Tereza. O trabalho de educação patrimonial será realizado durante todo o período da obra e busca criar um espaço para o diálogo entre a comunidade e o universo científico. “Também propõe divulgar os bens culturais e esclarecer a população sobre a obra que está sendo realizada, bem como auxiliar o cidadão a se reconhecer como participante de todo processo histórico, para que se torne um agente de preservação dos bens culturais”, explica a arqueóloga Gleyce Lopes.

   Alunos do quarto ano da Escola Santa Tereza, Manoela Vitória e Everton Ferreira, ambos de 10 anos, contam que toda turma ficou interessada em ver os ossos, pedaços de cerâmica e louças, moedas e de cachimbo encontrados pela equipe de arqueólogos durante as escavações. “Eu gostei de ver o osso que era de uma pessoa que viveu aqui muitos anos atrás”, contou Everton. “O que a gente aprendeu vai ajudar na nossa vida, porque estamos conhecendo mais sobre os nossos ancestrais e também que Olinda é uma cidade muito antiga e importante”, acrescentou Manoela. Em função do elevado potencial arqueológico e do conjunto arquitetônico do Sítio Histórico, todas as ações para implantação de tubulações são acompanhadas por uma equipe de arqueólogos, para assegurar a redução dos impactos e contribuir para a preservação do patrimônio. Graças a esse trabalho, já foram encontrados e identificados diversos artefatos arqueológicos, que foram coletados e ficarão sob a guarda da Secretaria de Patrimônio, Turismo e Cultura de Olinda (Sepac) – e pertencem a União.

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